sexta-feira, 17 de abril de 2009

Doença de Alzheimer

Doença de Alzheimer

Enquanto na linguagem popular a palavra demência tem a conotação de loucura, em medicina é usada com o significado de declínio adquirido, persistente, em múltiplos domínios das funções cognitivas e não cognitivas. O declínio das funções cognitivas é caracterizado pela dificuldade progressiva em reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos, fazer cálculos numéricos e julgamentos de valor, manter-se alerta, expressar-se na linguagem adequada, manter a motivação e outras capacidades superiores. Perder funções não cognitivas significa apresentar distúrbios de comportamento que vão da apatia ao isolamento e à agressividade.Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade. A causa da doença é desconhecida. Fatores de risco
Idade
Embora existam casos esporádicos em pessoas de 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 a 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.
História familiar
O risco é mais alto em pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências. Estudo conduzido na Suécia entre 65 pares de irmãos gêmeos mostrou que quando um deles apresentava Alzheimer, o irmão gêmeo idêntico era atingido pela doença em 67% dos casos; o gêmeo diferente, em 22%.


Síndrome de Down
Em portadores da síndrome de Down a doença surge com freqüência mais alta e as alterações neuropatológicas se instalam mais precocemente.


Apolipoproteína E
Além de outras funções, o colesterol é necessário para a integridade da bainha de mielina que envolve as raízes nervosas. A apolipoproteína é uma proteína presente na circulação, importante no transporte de colesterol no sistema nervoso central. Indivíduos em que essa proteína possui determinadas características genéticas têm probabilidade mais alta de desenvolver Alzheimer.

Sexo
Parece haver pequeno predomínio da doença entre as mulheres. Para quem chegou aos 65 anos, o risco futuro de surgir Alzheimer é de 12% a 19% no sexo feminino; e de 6% a 10% nos homens.

Trauma craniano
Boxeadores e pessoas que sofreram traumas cranianos parecem mais sujeitos à enfermidade, embora nem todos os estudos comprovem essa relação.
Fatores protetores

Escolarida:
A aquisição de conhecimentos cria novas conexões entre os neurônios (sinapses) e aumenta a reserva intelectual, fatores que retardam o aparecimento das manifestações de demência. O analfabetismo e a baixa escolaridade estão associados à maior prevalência.

Atividade física
Vários estudos sugerem que a atividade física tenha efeito protetor.
Quadro anátomo-patológico Os doentes apresentam cérebros atrofiados de forma difusa, mas não uniforme; as áreas mais atrofiadas são principalmente as que coordenam atividades intelectuais.Ao microscópio notam-se perda de neurônios e degeneração das sinapses. Duas alterações patológicas dominam o quadro: as placas senis e os emaranhados neurofibrilares.Placas senis são formadas pelo depósito de uma proteína (beta-amilóide), no espaço existente entre os neurônios. Já, os emanharados neurofibrilares são formados por uma proteína (tau) que se deposita no interior dos neurônios.As alterações cerebrais precedem as manifestações clínicas por 20 a 40 anos.


Quadro Clínico A doença se instala de forma insidiosa, com queixas de dificuldade de memorização e desinteresse pelos acontecimentos diários, sintomas geralmente menosprezados pelo paciente e familiares. Inicialmente é comprometida a memória de trabalho, memória de curta duração que nos permite exercer a rotina diária. Os pacientes esquecem onde deixaram as chaves do carro, a carteira, o talão de cheques, o nome de um conhecido. Com o tempo, a pessoa larga as tarefas pela metade, esquece o que foi fazer no quarto, deixa o fogão aceso, abre o chuveiro e sai do banheiro, perde-se no caminho de volta para casa. Caracteristicamente, esses “esquecimentos” se agravam quando o paciente é obrigado a executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo. A perda de memória é progressiva e obedece a um gradiente temporal, segundo o qual a incapacidade para lembrar fatos recentes, contrasta com a facilidade para recordar o passado.As primeiras habilidades perdidas são as mais complexas: manejo das finanças, planejamento de viagens, preparo de refeições. A capacidade de executar atividades mais básicas como vestir-se, cuidar da higiene ou alimentar-se, é perdida mais tardiamente.Com o tempo a dificuldade de aprendizado se acentua. Quando colocamos o paciente diante de uma lista de palavras e pedimos que as evoque ao terminar de memorizá-las, o desempenho é medíocre. A linguagem, comprometida discretamente no início do quadro, torna-se vazia, desprovida de significado, embora a fluência possa ser mantida. A orientação espaço-visual se deteriora, criando dificuldade de orientação e de reconhecimento de lugares anteriormente bem conhecidos. O quadro degenerativo se estende às funções motoras. Andar, subir escadas, vestir-se, executar um gesto sob comando, tornam-se atividades de execução cada vez mais problemática.A percepção das próprias deficiências, preservada no início, fica gradualmente comprometida. Na fase avançada, mutismo, desorientação espacial, incapacidade de reconhecer faces, de controlar esfíncteres, de realizar as tarefas de rotina, pela alteração do ciclo sono/vigília e pela dependência total de terceiros são sintomas característicos da doençaDos primeiros sintomas ao óbito a sobrevida média é de 6 a 9 anos.

Estágios De acordo com a intensidade do quadro degenerativo há três estágios clínicos: leve, moderado ou grave.Existe grande variabilidade na duração desses estágios. Em alguns casos os sintomas evoluem lentamente possibilitando a manutenção de níveis funcionais razoáveis por muitos anos; em outros, a deterioração é mais rápida, mas ocorre em velocidade constante; em outros, ainda, a doença evolui em surtos de piora seguidos de fases de estabilidade que chegam a durar um ano ou mais.Os estudos mostram que a duração de cada estágio também é extremamente variável. Em média, o primeiro estágio tem duração de 2 a 10 anos; o segundo, de 1 a 3 anos; e o terceiro, de 8 a 12 anos.Esses estágios podem ser subdivididos em sete outros, com as seguintes características:1 - Pré-clínico: silencioso; sem perda cognitiva observável;2 - Transtorno cognitivo leve: primeiras evidências de perda cognitiva;3 - Forma leve: esquecimentos; familiares e amigos notam o problema;4 - Forma moderada: confusão mental; agitação; ansiedade; apatia;5 - Forma moderadamente grave: não consegue lidar com afazeres pessoais; desorientação no tempo e espaço; dependência;6 – Forma grave: necessita de cuidados em tempo integral; incontinência urinária e fecal; delírios; obsessões; freqüentemente requer internação;7 – Forma muito grave: perda da fala; incapacidade de locomoção; perda da consciência.


Tratamento medicamentoso O processo degenerativo na doença de Alzheimer leva à deficiência de diversos neurotransmissores, moléculas que atuam na condução dos estímulos nervosos transmitidos de um neurônio para outro. Hoje, procuramos corrigir esse déficit com dois grupos de drogas: os inibidores das colinesterases e os antagonistas dos receptores de glutamato.A acetilcolina é um neurotransmissor importante nos mecanismos de memória e aprendizagem. Na doença de Alzheimer, como conseqüência da degeneração dos neurônios, ocorre redução da atividade da acetilcolina por ação de enzimas que a degradam. Essa perda de atividade está associada ao declínio cognitivo.Embora várias drogas estejam sendo testadas, atualmente, o tratamento mais eficaz se baseia na utilização das que inibem a ação enzimática responsável pela degradação da acetilcolina (inibidores da acetilcolinesterase).Esses medicamentos têm eficácia documentada, e estão indicados no tratamento das formas leve ou moderada, com a finalidade de ajudar os pacientes a manter a habilidade de executar as atividades de rotina por mais tempo e de preservar a capacidade de relacionar-se com os familiares e amigos.

Resposta ao tratamento A doença é incurável. O objetivo da terapêutica é retardar a evolução e preservar por mais tempo possível as funções intelectuais. Os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces.Numa doença que progride inexoravelmente, nem sempre é fácil avaliar resultados. Por essa razão, é fundamental que os familiares utilizem um diário para anotar a evolução dos sintomas. A memória está melhor? Os afazeres diários são cumpridos com mais facilidade? O quadro está estável? O declínio ocorre de forma mais lenta do que antes da medicação? Sem essas anotações fica impossível avaliar a eficácia do tratamento.

Princípios gerais

Efeitos colaterais:
As drogas pertencentes ao grupo dos anticolinesterásicos podem provocar sintomas gastrointestinais, circulatórios e alterações relacionadas com o sistema nervoso central. Na maioria das vezes, esses efeitos indesejáveis são passageiros, de curta duração e podem ser controlados ou desaparecer quando o médico reajusta as doses. Em caso de toxicidade, entre em contato com seu médico. Não suspenda o tratamento por conta própria.
Duração do tratamento:
Uma vez iniciado, o tratamento precisa ser reavaliado pelo médico ao completar um mês, mas deve ser mantido obrigatoriamente por um período mínimo de 3 a 6 meses, para que se possa ter idéia da eficácia. Enquanto a resposta for favorável, o medicamento não deve ser suspenso.
Adesão:
É fundamental a tomada diária nas doses e observar os intervalos prescritos. A administração irregular compromete o resultado final.


terça-feira, 31 de março de 2009

ANOREIXA


Anorexia nervosa Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar resultado da preocupação exagerada com o peso corporal, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se vê obesa. Com medo de engordar, exagera na atividade física, jejua, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos. É um transtorno que se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. Às vezes, os pacientes anoréxicos chegam rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição e o índice de mortalidade chega a atingir 15% a 20% dos casos. Sintomas· Perda exagerada de peso em curto espaço de tempo sem nenhuma justificativa. Nos casos mais graves, o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17; ·Recusa em participar das refeições familiares. Os anoréxicos alegam que já comeram e que não estão mais com fome; ·Preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos. Esses pacientes chegam a ingerir apenas 200kcal por dia; ·Interrupção do ciclo menstrual (amenorréia) e regressão das características femininas; ·Atividade física intensa e exagerada; ·Depressão, síndrome do pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos; ·Visão distorcida do próprio corpo. Apesar de extremamente magras, essas pessoas julgam-se com excesso de peso; ·Pele extremamente seca e coberta por lanugo (pêlos parecidos com a barba de milho). Causas Diversos fatores favorecem o aparecimento da doença: predisposição genética, o conceito atual de moda que determina a magreza absoluta como símbolo de beleza e elegância, a pressão da família e do grupo social e a existência de alterações neuroquímicas cerebrais, especialmente nas concentrações de serotonina e noradrenalina. Tratamento A reintrodução dos alimentos deve ser gradativa. Caso contrário provocaria grande sobrecarga cardíaca. Às vezes, é necessária a internação hospitalar para que essa oferta gradual de calorias seja controlada por nutricionistas. Não há medicação específica para a anorexia nervosa. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a atenuar sintomas depressivos, compulsivos e de ansiedade. Em geral, o tratamento de pacientes anoréxicos exige o trabalho de equipe multidisciplinar.Recomendações·Algumas profissões são consideradas de risco para a anorexia. Bailarinas, jóqueis, atletas olímpicos, precisam estar atentos para a pressão que sofrem para reduzir o peso corporal; ·A faixa etária está baixando nos casos de anorexia. A família precisa observar especialmente as meninas que disfarçam o emagrecimento usando roupas largas e soltas no corpo e se recusam a participar das refeições em casa; ·Às vezes, os familiares só se dão conta do que está acontecendo quando, por acaso, surpreendem a paciente com pouca roupa e vêem seu corpo esquelético, transformado em pele e osso. Nesse caso, é urgente procurar atendimento médico especializado; ·O ideal de beleza que a sociedade e os meios de comunicação impõem está associado à magreza absoluta. É preciso olhar para esses apelos com espírito critico e bom senso e não se deixar levar pela mensagem enganosa que possam expressar; ·Se o paciente anoréxico estiver correndo risco por causa da caquexia e dos distúrbios psiquiátricos deve ser internado num hospital para tratamento médico.

BULIMIA


O que é a bulimia? É o transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de "orgias alimentares", no qual o paciente come num curto espaço de tempo grande quantidade de alimento como se estivesse com muita fome. O paciente perde o controle sobre si mesmo e depois tenta vomitar e/ou evacuar o que comeu, através de artifícios como medicações, com a finalidade de não ganhar peso.

Generalidades: Existe uma tendência popular em achar que a bulimia é o contrário da anorexia. A rigor o contrário da anorexia seria o paciente achar que está muito magro e precisa engordar, vai ganhando peso, tornando-se obeso e continua a julgar-se magro e continua comendo. Isso seria o oposto da anorexia, mas tal quadro psiquiátrico não existe. Na bulimia o paciente não quer engordar, mas não consegue conter o impulso para comer por mais do que alguns dias. O paciente com bulimia tipicamente não é obeso porque usa recursos extremos para eliminar o excesso ingerido. Enquanto a comunidade psiquiátrica mundial não reconhecer o binge como uma patologia à parte seremos obrigados a admitir que há 2 tipos de pacientes com bulimia: os que tentam eliminar o excesso ingerido por vômitos ou laxantes e os pacientes bulímicos que não fazem isso e acabam engordando, esse segundo tipo pode vir a constituir num outro transtorno alimentar, o Binge. Os pacientes com bulimia geralmente apresentam 2 a 3 episódios por semana, o que não significa que no resto do tempo esteja bem. Na verdade esses episódios só não são diários ou mesmo mais de uma vez ao dia porque o paciente está constantemente lutando contra eles. Esses pacientes pensam em comer o tempo todo. A média de fracassos na tentativa de conter o impulso são duas vezes por semana.

Como é o bulímico? Basicamente é um paciente com vergonha de seu problema, com sentimento de inferioridade e auto-estima baixa. O paciente reconhece o absurdo de seu comportamento, mas por não conseguir controlá-lo sente-se inferiorizado, incapaz de conter a si mesmo, por isso vê a si como uma pessoa desprezível. Procura esconder dos outros seus problemas para não o desprezarem também. Quando existe um bom motivo como ganhar muito dinheiro o paciente pode até sujeitar-se a expor seu problema, como vimos no programa Big Brother primeira edição de 2002 na TV Globo. Os pacientes bulímicos geralmente estão dentro do seu peso ou um pouco acima. Tentativas de dieta estão sempre sendo realizadas. Tentativas de adaptar os afazeres e compromissos rotineiros com os episódios de ingestão e auto-indução de vômito tornam seu estilo de vida bizarro, pois os episódios devem ser feitos às escondidas, mesmo das pessoas íntimas. Uma alternativa para a manutenção de seu problema escondido é a opção pelo isolamento e distanciamento social, que por sua vez gera outros problemas. Assim como a anorexia a Bumilia geralmente ocorre no adolescente, predominantemente nas mulheres. Os assuntos das conversas preferidos são relacionados a técnicas de emagrecimento. É comum o comportamento de esconder alimentos para futuros episódios. É interessante notar que a bulimia não constitui uma completa perda do controle. O paciente consegue planejar seus episódios, esperar para ficar sozinho e guardar alimentos, por exemplo. Essa incapacidade parcial é intrigante para os leigos. Muitas vezes os maridos das pacientes julgam que a paciente faz tudo porque quer e critica a esposa aumentando sua culpa. Essa atitude deve ser evitada, pois além de não ajudar, atrapalha diminuindo ainda mais a auto-estima da paciente que sucumbe aos esforços por tratar-se. A bulimia muitas vezes sucede aos episódios de anorexia.

Tratamento: Os antidepressivos tricíclicos já foram testados e apresentaram respostas parciais, ou seja, os pacientes melhoram, mas não se recuperam completamente. Carbamazepina e lítio também foram testados com uma resposta ainda mais fraca. Os antidepressivos IMAO também apresentam uma melhora similar a dos tricíclicos, porém melhor tolerado pelos pacientes por terem menos efeitos colaterais. Mais recentemente os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina vêem sendo estudados com boas respostas, mas não muito superiores às dos tricíclicos. Os estimulantes por inibirem o apetite também apresentaram bons resultados, mas há poucos estudos a respeito para se embasar uma conduta terapêutica. Muitos pacientes só com psicoterapias apresentam remissão completa. Não há uma abordagem especialmente recomendada. Pode-se indicar a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, terapias de grupo, grupos de auto-ajuda, psicoterapias individuais.

Problemas Clínicos: Os repetidos episódios de auto-indução do vômito geram problemas noutros sistemas do corpo. Ao se vomitar não se perde apenas o que se comeu, mas os sucos digestivos também. Isso pode acarretar desequilíbrio no balanço dos eletrólitos no sangue, afetando o coração, por exemplo, que precisa de um nível adequando dessas substâncias para ter seu sistema de condução elétrica funcionante. As repetidas passagem do conteúdo gástrico (que é muito ácido) pelo esôfago acabam por ferí-lo podendo provocar sangramentos. Casos extremos de rompimento do estômago devido ao excesso ingerido com muita rapidez já foram descritos várias vezes. O intestino grosso pode sofrer conseqüências pelo uso repetido de laxantes como constipação crônica, hemorróidas, mal estar abdominal ou dores.

ORTOREXIA

Cada sociedade tem os males que merece. Dizendo de outra forma, a sociedade, que se estrutura a partir de certas condições e características, cria também suas doenças e os sintomas que a representam. Um médico americano, Steven Bratman, lançou, recentemente, um livro sobre a ortorexia nervosa. Trata-se de um distúrbio alimentar em que se revela uma obsessão por comida natural. A palavra é um neologismo baseado no grego, em que orthos quer dizer correto, verdadeiro, e oréxis, apetite. Seriaalgo, então,como “apetite correto”, “alimentação correta”.

O que acontece nesse quadro é uma preocupação excessiva com os hábitos alimentares. Há um grande interesse pelas dietas naturalistas, e a pessoa portadora desse mal dedica grande parte do seu tempo planejando e controlando suas refeições. O controle é rígido, com o objetivo de evitar qualquer alimento que atrapalhe ou quebre sua dieta. O fato de haver uma excessiva restrição acaba levando a pessoa a um isolamento, já que freqüentar o meio social implica ficar exposto a outros hábitos que podem ameaçar essa convicção. O sucesso em manter esse autocontrole faz com que a pessoa se sinta superior em relação àquelas que não resistem à tentação de comer guloseimas.

Estava pensando em como isso é produto de uma certa sociedade com um determinado tipo de atuação. Se entrarmos na internet em busca de dietas e regimes, encontraremos inúmeras informações sobre o assunto, desde variedades de cardápios, com a descrição obsessiva dos alimentos e sua quantidade calórica, e qualidade nutritiva. Oferta como essa estimula a fantasia de que existe a dieta ideal e que, seguindo-a de forma fiel e minuciosa, será possível alcançar uma otimização do seu comportamento alimentar e, conseqüentemente, o corpo perfeito.

Além disso choca a rapidez de informações circulando, maniacamente, pelos meios de comunicação, muitas delas falsas, sem comprovação científica, saturando e confundido a mente de qualquer um. O adolescente, por exemplo, que pode apresentar uma tendência a se apegar a fanatismos, torna-se presa fácil dessa sociedade de consumo em que se pregam a busca pelo corpo perfeito, a beleza acima de tudo, e a atenção exclusiva sobre o corpo, em detrimento, muitas vezes, da mente e de outros valores. Sua insegurança em relação ao controle que detém sobre seus impulsos – sexuais e agressivos – pode ser tão insuportável, em muitos momentos, que a obsessão pode trazer a ilusão de que assim ele possuirá as rédeas da situação. Creio que não devemos nos apressar a classificar a ortorexia como mais uma doença, mas, de qualquer maneira, é certo que essa obsessão pode ser um subtipo dos transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia.

Penso ser interessante refletir que por trás desse sintoma há uma personalidade com determinadas características, como a rigidez, a exigência e a busca da perfeição, a tendência à idealização e a preocupação com regras e normas. Falo de uma estrutura mental que determina um jeito de pensar (ou de não pensar) a vida e as situações, e a alimentação é um aspecto, apenas. Certamente, a pessoa com essa condição mental, encaminhará várias de suas coisas segundo esse perfil rígido e controlador.

Além disso, podemos pensar sobre outros significados para obsessões como essa. Será uma forma de buscar um sentido, para encobrir a ausência de sentido, mesmo que se trate de algo forjado? Será uma maneira de atacar os sentidos inerentes às coisas e assim escapar a esse confronto? Um confronto é aquele que se refere ao corpo e o desejo inerente a este, que no caso da anorexia e provavelmente na ortorexia não pode encontrar espaço de representação na mente e, ao contrário, é negado violentamente.

Na ortorexia, o que pretende parecer uma preocupação saudável com o corpo e com a alimentação, pode esconder uma séria dificuldade de entrar em contato com os processos que encaminham a pessoa à elaboração e aceitação de sua identidade sexual e de seu lugar como sujeito.

A sociedade atual colabora e muito com tudo isso, pois se parece abrir espaço para a liberação da sexualidade, para o cuidado com o corpo, não o faz de forma a ter uma verdadeira consciência dos limites, possibilidades e os sentidos associados a essas referências. Agindo dessa forma, ela acaba por perverter e caricaturar esses processos e empurra o ser humano para fora de si mesmo, ou para um falso encontro consigo mesmo.

A ortorexia é um distúrbio psicológico caracterizado pela obsessão em alimentos naturais, iniciada a partir de uma preocupação exagerada em obter dietas saudáveis. Dessa forma, uma pessoa com tal distúrbio passa a retirar de sua alimentação tudo o que contém açúcar, agrotóxico, substâncias artificiais, que é enlatado, gorduroso e de procedência desconhecida. Apesar desse distúrbio ainda não ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde, se não averiguada pode trazer prejuízos ao organismo de pessoas com tais características, pois se tornam extremamente rígidos com a alimentação a ponto de não ingerir alimentos que não sejam naturais, mesmo se apresentarem fome. Alguns estudiosos acreditam na ligação entre a ortorexia e a anorexia, visto que as duas possuem semelhanças na preocupação com os alimentos, uma com a quantidade e outra com a qualidade. Assim como os anoréxicos, os ortoréxicos são tão rígidos com sua alimentação que não conseguem perceber que o “zelo pela alimentação saudável” o torna compulsivo e neurótico. Como acreditam utilizar o melhor método em prol da saúde, os ortoréxicos buscam ainda transformar a alimentação de toda a família, inclusive de amigos. A busca pela alimentação correta e balanceada faz com que os ortoréxicos deixem de consumir quantidade significante de vitamina B12, cálcio, zinco e ferro. Nesse caso, é muito importante fazer a reposição de tais nutrientes, já que a falta desses traz inúmeros prejuízos à saúde, como anemia, osteoporose, deficiência imunológica, ausência da cicatrização, ressecamento da pele, perda de peso, sensibilidade óssea, distúrbios digestivos, problemas de crescimento, impotência sexual, perda de cabelo, depressão, apatia, lesões oculares, amnésia, hipertensão, insônia, irritabilidade, dormência entre outras.

terça-feira, 24 de março de 2009

CÂNCER DE MAMA


*Como são as mamas:

As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para fora pelo mamilo. Como todos os outros órgãos do corpo humano, também se encontram nas mamas vasos sanguíneos, que irrigam a mama de sangue, e os vasos linfáticos, por onde circula a linfa. A linfa é um líquido claro que tem uma função semelhante ao sangue de carregar nutrientes para as diversas partes do corpo e recolher as substâncias indesejáveis. Os vasos linfáticos se agrupam no que chamamos de gânglios linfáticos, ou ínguas. Os vasos linfáticos das mamas drenam para gânglios nas axilas (em baixo dos braços) na região do pescoço e no tórax.


Os tipos de câncer de mama:O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito freqüentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.


*Fatores de risco para o câncer de mama:O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é menor.


Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os seguintes:


*Idade:O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a idade maior a chance de ter este câncer. Mulheres com menos de 20 anos raramente têm este tipo de câncer.


Exposição excessiva a hormônios:
Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona aumentam o risco de câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar com o seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.Retirar os ovários cirurgicamente diminui o risco de desenvolver o câncer de mama porque diminui a produção de estrogênio (menopausa cirúrgica).Algumas medicações "bloqueiam" a ação do estrogênio e são usadas em algumas mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar estas medicações (como o Tamoxifen) é uma decisão tomada junto com o médico avaliando os risco e benefícios destas medicações.


Radiação:Faz parte do tratamento de algumas doenças irradiar a região do tórax. Antigamente muitas doenças benignas se tratavam com irradiação. Hoje, este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que necessitaram irradiar a região do tórax ou das mamas têm um maior risco de desenvolver câncer de mama.


Dieta:Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos. Manter-se dentro do peso ideal (veja o cálculo de IMC neste site), principalmente após a menopausa diminui o risco deste tipo de câncer.Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama (veja Dieta do Mediterrâneo neste site).


Exercício físico:Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.


História ginecológica:Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama.Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer.Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama


História familiar:Mulheres que tem parentes de primeiro grau, mães, irmãs ou filhas, com câncer de mama, principalmente se elas tiverem este câncer antes da menopausa, são grupo de risco para desenvolver este câncer.Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e ter um parente de primeiro grau, como o pai, com este diagnóstico também eleva o risco familiar para o câncer de mama.Pessoas deste grupo de risco devem se aconselhar com o seu médico para definir a necessidade de fazer exames para identificar genes que possam estar presentes nestas famílias. Se detectado um maior risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes riscos. Algumas medidas podem ser bem radicais ou ter efeitos colaterais importantes. Retirar as mamas e tomar Tamoxifen são exemplos destas medidas. A indicação destes procedimentos e a discussão dos prós e contras é individual e deve ser tomada junto com um médico muito experiente nestes casos.


Alterações nas mamas:Ter tido um câncer de mama prévio é um dos maiores fatores de risco para este tipo de câncer. Manter-se dentro do peso ideal, fazer exercício físico, seguir corretamente as recomendações do seu médico e fazer os exames de revisão anuais são medidas importantes para diminuir a volta do tumor ou ter um segundo tumor de mama.Ter feito biópsias mesmo que para condições benignas está associado a um maior risco de ter câncer de mama.Mamas densas na mamografia está associado a um maior risco para este tumor. É muito importante que a mamografia seja feita em um serviço qualificado e que o exame seja comparado com exames anteriores (leia mais sobre Detecção Precoce do Câncer de Mama neste site).Sintomas do câncer de mama:O câncer de mama normalmente não dói. A mulher pode sentir um nódulo (ou caroço) que anteriormente ela não sentia. Isso deve fazer ela procurar o seu médico. O médico vai palpar as mamas, as axilas e a região do pescoço e clavículas e se sentir um nódulo na mama pedirá uma mamografia.A mulher também pode notar uma deformidade na suas mamas, ou as mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma "ferida" (ulceração) na pele com odor muito desagradável.No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e vermelha.Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima devem fazer a mulher procurar o seu médico rapidamente. Só ele pode dizer se estas alterações podem ou não ser um câncer.Como se faz o diagnóstico de câncer de mama:A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para detecção precoce do câncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma (leia mais sobre Detecção Precoce do Câncer de Mama neste site). Caso a mama seja muito densa, o médico também vai pedir uma ecografia das mamas.Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia que pode ser feita por agulha fina ou por agulha grossa. Geralmente, esta biópsia é feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, o material é examinado por um patologista (exame anátomo-patológico) que definirá se esta lesão pode ser um câncer ou não.Tratamento para o câncer de mama:Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem o que é mais adequado em cada caso. Antes da decisão de que tipo de tratamento é mais adequado o médico analisa o resultado do exame anátomo-patológico da biópsia ou da cirurgia se esta já tiver sido feita. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo.Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia onde se tira o tumor. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente um quarto da mama ou setorectomia) ou retira a mama inteira (mastectomia) e os gânglios axilares.As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de mais algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia.Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada está a doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia. Radioterapia é o tratamento que se faz aplicando raios para eliminar qualquer célula que tenha sobrado no local da cirurgia que por ser tão pequena não foi localizada pelo cirurgião nem pelo patologista. Este tratamento é feito numa máquina e a duração e intensidade dependem das características do tumor e da paciente.Quimioterapia é o uso de medicamentos, geralmente intravenosos, que matam células malignas circulantes. O tipo de quimioterápico utilizado depende se a mulher já está na menopausa e a extensão da sua doença. Hormonioterapia é o uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. Este tratamento é dado para aquelas pacientes em que o tumor mostrou ter estes receptores positivos (receptor de estrogênio e receptor de progesterona).Detecção precoce do câncer de mama:O exame de palpação realizado pelo médico e a mamografia são os exames realizados para uma detecção precoce desse tipo de câncer.Como o médico faz esse exame?O exame mais fácil de se realizar para se detectar uma alteração da mama é o exame de palpação. Neste exame o médico palpa toda a mama, a região da axila e a parte superior do tronco em busca de algum nódulo ou alteração da pele, como retração ou endurecimento, e de alguma alteração no mamilo.A mamografia é um Raio X das mamas e das porções das axilas mais próximas das mamas. Nesse exame, o radiologista procura imagens sugestivas de alterações do tecido mamário e dos gânglios da axila. A ecografia das mamas pode auxiliar o radiologista a definir que tipo de alterações são essas.Esses exames, quando realizados anualmente ou mais freqüentemente, dependendo da história individual da paciente (presença de fatores de risco ou história de tumores e biópsias prévias), pode diminuir a mortalidade por esse tipo de tumor, quando realizados entre os 50 e os 69 anos.Porém, este tipo de tumor tem características diferentes para populações diferentes. Isto altera o quanto a mamografia é eficaz em diminuir a mortalidade por este tipo de tumor.Realizar esses exames entre os 40 e os 49 anos pode diminuir a mortalidade por este tipo de tumor, mas o efeito dessa diminuição só se dará quando essas mulheres tiverem mais de 50 anos.


Endoceptivo


Endoceptivo é uma nova forma de anticoncepcional hormonal que é colocado dentro do útero, daí seu nome. Informações sobre o endoceptivo só podem ser fornecidas pelo seu médico pessoal de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, ANVISA.Trata-se de uma forma de DIU em forma de T com um reservatório que contém 52 mg de um hormônio chamado levonogestrel.Como o DIU de cobre necessita ser colocado por um médico habilitado.A duração do endoceptivo é de aproximadamente cinco anos funcionando como inibidor da ovulação.Uma vantagem do método é que muitas mulheres terão menstruações menores ou não terão menstruações durante seu uso.

Implante Anticoncepcional


Já existe no Brasil um implante anticoncepcional à base de hormônios. Informações sobre o implante só podem ser fornecidas pelo seu médico pessoal de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, ANVISA.Não houve nenhuma gravidez registrada em estudos clínicos totalizando 70 mil ciclos, o que confere a este método uma segurança muito grande.Implante é uma pequena cápsula contendo etonogestrel, um hormônio anticoncepcional, que é introduzida embaixo da pele através de um aplicador descartável.A duração do implante é de aproximadamente três anos funcionando como inibidor da ovulação.Uma vantagem do método é que muitas mulheres terão menstruações menores ou não terão menstruações durante seu uso. Em algumas poucas haverá sangramento em épocas fora do normal

Camisinha feminina


camisinha feminina é um método novo no Brasil e pode ser encontrada nas principais redes de drogarias.Tem todas as vantagens da camisinha masculina.Deve ser usada pela mulher antes da relação e retirada logo após.Cuidados necessários ao usar a camisinha femininaUsar a camisinha feminina desde o começo do contato entre o pênis e a vagina. Transar uma única vez com cada camisinha feminina. Usar a camisinha feminina mais de uma vez não previne contra as DST e gravidez. Guardar a camisinha feminina em locais frescos e secos. Nunca abra a camisinha feminina com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la.

Diafragma


Diafragma é um pequeno anel de metal recoberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina antes da relação e retirado 12 horas após.Ele impede que os espermatozóides entrem no útero.Uma das vantagens do diafragma é sua discrição. Só você sabe que está usando.Inicialmente o tamanho do diafragma deve ser medido por um médico.A duração do diafragma é muito grande, bastando cuidados de conservação.Para ser eficiente ele tem de ser usado junto com um creme espermaticida.

Injeção Anticoncepcional


As injeções anticoncepcionais devem sempre ser injetadas na região glútea, ou nádegas. O local correto está assinalado com um X na figura acima.Deve ser usada uma agulha 30 x 8 e a injeção deve ser profunda. Não massagear o local da injeção.Informações sobre a injeção anticoncepcional só podem ser fornecidas pelo seu médico pessoal de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, ANVISA.Atenção para a data da injeção. Solicite ao seu médico pessoal informações sobre a data correta da aplicação da injeção. Injeções tem de ser aplicadas nas datas corretas sob pena de não funcionarem.Existe uma injeção anticoncepcional que pode ser aplicada a cada três meses. Informe-se com seu médico pessoal.Para os anticoncepcionais mensais as vantagens e desvantagens são as mesmas da pílula anticoncepcional.Para a anticoncepcionais injetáveis trimestrais existe a vantagem de ser aplicada a cada 3 meses, mas a desvantagem de provocar ausência de menstruação e a fertilidade demorar um pouco para voltar.As principais indicações das injeções são para as mulheres que esquecem a pílula, que não podem tomar a pílula via oral, e para as mulheres que tem de esconder o anticoncepcional.Somente o seu médico pode receitar injeções anticoncepcionais para você. A automedicação com hormônios é muito perigosa!!!Nunca, mas nunca mesmo, use um anticoncepcional ou qualquer outro medicamento com tarja vermelha sem orientação médica pessoal. Não use medicamento de maneira diferente da prevista na receita a não ser que tenha sido orientada pessoalmente pelo seu médico. Anticoncepcionais foram feitos para serem tomados da maneira prevista na receita e na bula, não devendo ser tomados de maneira diferente como por exemplo, sem pausa, a não ser que tenha sido orientada pessoalmente pelo seu médico. Anticoncepcionais orais ou injetáveis tomados de maneira errada perdem sua eficácia ocasionando riscos de gravidez e de efeitos colaterais que podem ser graves.

Anel Vaginal











Já chegou ao Brasil o anel vaginal anticoncepcionalInformações sobre o anel vaginal anticoncepcional só podem ser fornecidas pelo seu médico pessoal de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, ANVISA.O anel vaginal contem Etonogestrel e Etinilestradiol, que são os mesmos hormônios da maioria das pílulas anticoncepcionais.É colocado na vagina no 5º dia da menstruação, permanecendo nesta posição durante três semanas.A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia e nem esquecerá. Outra vantagem é que os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.É um método conveniente, pois só precisa ser aplicado uma vez ao mês. Você mesma coloca e retira o anel, conferindo controle sobre o método contraceptivo. É um método discreto, ninguém precisa saber que você está usando. Tão eficaz quanto as pílulas combinadas mais modernas e com doses mais baixas de hormônios. Não causa desconforto, pois é um pequeno anel flexível de superfície lisa, não porosa e não absorvente, que é inserido na parte superior da vagina, uma região bastante elástica e não sensível ao toque. Não interfere na relação sexual, a maioria das usuárias e de seus parceiros não sente o anel durante a relação sexual. Se você se interessou por este método contraceptivo vaginal e quer pensar em contracepção apenas uma vez ao mês, procure seu médico. Você vai conhecer, na intimidade, o segredo de uma vida com muito mais conveniência e liberdade.
*Colocação do Anel Vaginal:Anel pode ser colocado com a mulher deitada, agachada, ou em pé.O anel após ser retirado da embalagem deve ser flexionado conforme visto na figura.A mulher deve introduzi-lo na vagina empurrando-o com o dedo até não senti-lo mais.O anel vaginal após colocado não é sentido pela pacienteA colocação é no 5º dia da menstruação e deve permanecer no local por 21 dias.Para retirar o anel basta inserir o dedo na vagina e puxar o anel.Deverá ser feita uma pausa de 7 dias e NOVO anel deve ser utilizado por mais 21 dias.

TPM


Das características de uma mulher em plena crise de TPM (tensão pré-menstrual). Diferente do que muita gente pensa, a TPM não é uma “frescura” do sexo feminino. Pelo contrário: Ela pode ser considerada, segundo o médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia Eliezer Berenstein, uma doença - mais especificamente, uma síndrome. “Ela se encaixa nos catálogos internacionais de doença, mas tem características de síndrome, porque apresenta sintomas: Cerca de 150″, explica.Durante esse período, o convívio se torna mais complicado e, de certa forma, delicado. Os hormônios da mulher ficam à flor da pele e um surto de histeria ou de lágrimas pode acontecer a qualquer momento. “A mulher fica muito mais sensível do que o normal e a sua reação depende do tipo de TPM que tem”, complementa Berenstein.



*Os Tipos de TPM:Existem diferentes tipos e sintomas de TPM. Cada mulher que tem a síndrome se enquadra em um ou mais deles:Tipo A: Predominam sintomas de ansiedade, irritabilidade, agressividade, tensão nervosa, hostilidade;Tipo D: Predominam sintomas de depressão, desânimo, desinteresse, perda de produtividade, esquecimento, choro imotivado, insônia, perda de interesse pelas atividades, desorientação, pensamento suicida;Tipo C: Predominam sintomas de compulsão por doces, aumento do apetite, dores de cabeça, palpitação, cansaço, tonturas;Tipo H: Predominam sintomas de retenção de líquido, aumento de peso, inchaço das mamas, mãos, pés, e abdome.Independente do tipo, o fato é que a TPM interfere no dia-a-dia da mulher e de quem mais estiver à sua volta - e isso chega ao ambiente de trabalho. Muitas perdem a determinação pelas atividades, não conseguem cumprir os prazos e chegam a ter problemas de absenteísmo e presenteísmo. Outras acabam se irritando com mais facilidade, têm crises nervosas, ficam mais ativas e pressionam mais os subordinados.Ela passou por issoFlávia Cavallari é publicitária e sabe bem o que é sofrer de TPM. Ainda muito nova, entrando na adolescência, foi percebendo que estava ficando mais agressiva e mais irritada em determinadas épocas, mas achou que era um sintoma normal da adolescência. Com o tempo, essas atitudes foram se intensificando. “Tinha explosões no trabalho, brigava muito com o namorado, tinha muita vontade de comer chocolate”, conta.Ela explica que nunca aconteceu algo muito sério, mas que era comum chamar a atenção dos subordinados com mais facilidade, o que não faria se estivesse em seu estado “normal”. “Qualquer besteira que alguém fizesse, qualquer erro que era cometido, eu estourava e depois ia ver o que aconteceu. Primeiro reclamava, ficava nervosa e só depois considerava os acontecimentos. O que não acontecia durante uma semana normal, sem TPM”, afirma a publicitária. “Na TPM não tinha conversa, explodia”.Como sempre fez acompanhamento médico, foi numa dessas consultas com Berenstein que Flávia encontrou a solução para os seus problemas. Começou tomando um antidepressivo, que já ajudou nos sintomas da TPM, mas foi com o Mirena, método endoceptivo, que conseguiu retardar os efeitos da síndrome. “Ele coloca um pouco mais de hormônio no organismo”, explica. “Hoje, tenho ainda um pouco de compulsão por comida, principalmente doce, e fico mais sensível, mais chorosa. Mas a agressividade foi embora, porque antes eu tinha vontade de esganar”, afirma Flávia, que diz ter melhorado 100% depois do tratamento.
*Tratando TPM nas empresas:O médico explica que a TPM é uma espécie de “doença coletiva” e pode ser tratada também coletivamente. Como mulheres que convivem no mesmo ambiente durante muito tempo têm a natural tendência de menstruar no mesmo período, a TPM de uma pode influenciar na outra. Imagine, então, uma sala de escritório cheia de mulheres na TPM…“De certa forma, uma acaba contaminando a outra. Pode acontecer de, em determinada época, estarem todas as mulheres de uma equipe na TPM”, diz o médico.E não são só as mulheres e os colegas de trabalho que sofrem com esse problema. As empresas são igualmente prejudicadas - algumas até buscam tratamento para as funcionárias. “Nós medimos a TPM nas empresas comparando o índice de absenteísmo feminino e o masculino, e o que percebemos é que o feminino é sempre maior que o masculino. Não por coincidência, essas mulheres faltam, justamente, no período pré-menstrual”, explica Berenstein, que oferece esse tipo de programa de tratamento para empresas.O médico alerta aquelas que se automedicam ou usam o mesmo método de uma amiga ou conhecida: isso pode trazer problemas ainda mais sérios “O tratamento vai depender muito do tipo de TPM, por isso é preciso fazer todo um trabalho diagnóstico antes de começar qualquer medicação”, aconselha. Ele explica que, em muitos casos, uma boa dieta faz a diferença. “A dieta é um fator muito importante, porque a TPM faz muitas mulheres reterem líquido, e o que elas comem faz uma grande diferença”, garante.Dicas para todos os tipos de TPMSe você também é uma das milhares de mulheres que sofrem de TPM, fique de olho nas dicas preparadas pela chef de cozinha Rita Lobo.Para fazer sempre- Beba bastante água: A água é fundamental para o funcionamento geral do organismo, pois ajuda a prevenir a retenção de líquidos, facilita a eliminação de toxinas e diminui a fadiga. Deixe uma garrafa de água na mesa do escritório, no carro, na bolsa…- Coma frutas: No mínimo três porções ao dia, todos os dias. Pode ser na sobremesa ou nos lanches entre as refeições;- Coma vegetais: No almoço e no jantar, coma vegetais crus e cozidos. Invista nos carboidratos complexos, prefira os cereais integrais. Maneire nas gorduras animais e aposte nas gorduras boas (nozes, peixes, abacate, canola);- Até chocolate: Biscoitos integrais, nozes, barras de cereais e até um pouquinho de chocolate amargo de vez em quando. O ideal é comer a cada três horas e os doces, só como sobremesa;- Aveia: Inclua na sua dieta mais aveia, linhaça e iogurte.O que não pode faltar- Carboidratos complexos:O carboidrato complexo é o principal combustível do organismo. É ele que dá bom humor, saciedade, queima gordura e diminui a vontade de comer doces.Principal fonte: alimentos fontes de amido, como arroz, batata, mandioca, mandioquinha, aveia, cereais matinais, pães, milho e macarrão. Também valem derivados (farinhas), farofa, barra de cereais, biscoitos integrais, trigo sarraceno.Não vale: açúcar, doces, geléia, mel e frutas.Quanto consumir: em todas as refeições. Considere aproximadamente quatro colheres (sopa) para almoço e jantar e 1-2 fatias de pão integral para o café da manhã. Pelo menos uma vez ao dia, coma algum dos cereais na forma integral (pão integral, arroz integral ou macarrão integral).Dica esperta: Se você costuma ganhar aqueles dois quilinhos no final de semana ou tem muita vontade de doce no fim do dia, está faltando carboidrato.- Ômega 3Tipo de gordura presente nos peixes de água fria. É responsável por melhorar a pele e reduzir as espinhas. Protege contra inflamações, cólicas, inchaço e alterações de humor.Principal fonte: atum, salmão, sardinha, arenque, semente de linhaça. Também valem atum e sardinha em lata, óleo de canola.Não vale: comer o peixe frito, frutos do mar.Quanto consumir: peixes, no mínimo duas vezes semana. Diariamente, o óleo de canola para cozinhar, a linhaça (jogue no iogurte, na sopa, na salada…).Dica esperta: Para quem não suporta peixes, é possível encontrar o óleo em cápsulas, com a indicação de um profissional.- CálcioMineral que relaxa a musculatura e ajuda a evitar cólicas e insônia. Também fortalece os ossos e minimiza a retenção de líquido. O leite contém triptofano, aminoácido precursor da serotonina, que dá a sensação de bem-estar.Principal fonte: leite e iogurte.Não vale: leite de soja.Quanto consumir: No mínimo, duas vezes por dia.Dica esperta: Como esse mineral é melhor absorvido à noite, tome um leitinho antes de deitar. Se tiver muitos gases com o leite, prefira os iogurtes, a coalhada e o leite com baixo teor de lactose.- MagnésioMineral que atua em conjunto com o cálcio, ajudando a relaxar a musculatura e a diminuir o inchaço e a vontade de comer doce.Principal fonte: figo, aveia, beterraba, acelga, quiabo, alcachofra, abacate, banana, nozes e castanhas. Também valem: tofu, germem de trigo, caju, feijões, cereais integrais, chocolate amargo.Não vale: Se entupir de chocolate!Quanto consumir: Duas vezes por dia, no mínimo. Procure variar as frutas e os vegetais. Consumindo cereais integrais, dá para atingir facilmente a quantidade de magnésio.Dica esperta: Grandes vontades de chocolate podem ser deficiência de magnésio!- Nozes e castanhasPossuem gorduras poliinsaturadas, que ajudam a combater o inchaço e a inflamação. Melhoram a pele e contêm antioxidantes.Principal fonte: castanha-do-pará, castanha-de-caju, nozes, amêndoas, macadâmia, avelã, pistache.Não vale: amendoim.Quanto consumir: Cerca de cinco unidades in natura ou misturadas com frutas secas, no iogurte, na salada, no arroz…Dica esperta: Guarde na geladeira. Não consuma se estiverem rançosas.- Vitaminas do complexo BVitaminas essenciais para várias reações do organismo. Elas evitam a fadiga, a vontade de doces e as dores de cabeça. São mais utilizadas em processos de estresse e para quem usa anticoncepcionais.Principal fonte: cereais integrais e vegetais verde-escuros. Algas também são ricas nessas vitaminas.Não vale: Vegetais muito cozidos, pois as vitaminas do complexo B são hidrossolúveis e se perdem na água do cozimento.Quanto consumir: Duas vezes por dia.Dica esperta: Consuma os vegetais crus ou cozinhe no vapor.- FibrasAjudam o intestino a funcionar bem, mantêm a imunidade, eliminam toxinas e diminuem o risco de câncer. Alimentam a flora intestinal boa.Principal fonte: frutas, verduras, legumes. Também valem os cereais integrais, algas e leguminosas (feijões, grão-de-bico, soja, ervilha, lentilha, vagem).Não vale: suplemento de fibras, barrinha de fibras.Quanto consumir: Todas as refeições. No mínimo uma porção de salada e de vegetais cozidos no almoço e no jantar. Pelo menos três frutas ao dia e cereais integrais.Dica esperta: A fibra do alimento é melhor do que a fibra isolada. Portanto, fique longe dos suplementos de fibras.O que fazer de 10 a 15 dias antes da menstruação?- Diminua gorduras animais, frituras, álcool, sal, açúcar e doces e bebidas com cafeína (café, chá preto e mate, refrigerantes à base de cola, guaraná);- Aumente ainda mais a quantidade de água. Tente ingerir pelo menos três ou quatro copos a mais do que aqueles que costuma beber;- Aumente o consumo de laticínios (coalhada, iogurte, queijos, leite) para reduzir a cólica e o mau humor.

PROBLEMAS QUE ATINGEM A SAÚDE DA MULHER







* Gonorréia: Infecção causada por uma bactéria. Na mulher tem aspecto clínico variado desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelados e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra. A infecção não tratada avança para trompas e útero. A mulher infectada transmite a doença para o filho durante o parto, podendo dar cegueira na infeção dos olhos do bebê. *Sífilis :É uma infeção causada por uma bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual surgem uma pequena ferida (úlcera) nos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero, reto). Essa úlcera também é chamada de cancro duro (que vem junto com gânglios na virilha) e ambos desaparecem em um mês, dando a falsa impressão de que a doença sarou. Surgem depois de um a dois meses manchas na pele (sífilis secundária), que pode progredir agredindo o sistema nervoso e o coração. As gestantes com sífilis podem ter abortamentos, natimortos ou fetos com problemas de má formação. *Cancro Mole ou Bubão: É causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. Neste caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas podem contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo. *Tricomoníase :É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa um corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. No homem passa despercebido, mas mesmo assim ele pode contaminar e ser contaminado pela mulher. O casal deve fazer o tratamento. *Herpes Genital: É causada por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação (mas, que cicatrizam sozinhas). Aparecem e desaparecem espontaneamente regulada por estresse ou cliclo menstrual. Não há cura definitiva. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca. *Condiloma acuminado ou crista de galo :É causado pelo HPV. É uma virose que está relacionada com o câncer de colo do útero e câncer do pênis. É uma doença de difícil tratamento pois, como os anti-bióticos não atuam contra o vírus, precisa ser um medicamento anti-vírus como é usado na Aids. É caracterizada por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento é do casal. Uma mulher com esse vírus deve evitar ficar grávida, pois o filho será contaminado com graves conseqüências.*Candidíase: É uma doença causada por uma micose ou fungo chamada de Candida albicans, que produz um corrimento semelhante a um leite coalhado que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. Surge com a gravidez, com a puberdade, diabetes, estresse e antibióticos. No homem dá coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve se tratar o casal.*Clamidea: É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde quando nascem de mães contaminadas ou durante o contato sexual. Nas mulheres, a porta de entrada é o colo uterino. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento.

HPV


HPV atinge 30% das mulheresEstimativas apontam que o Papiloma Vírus Humano (HPV) atinge 30% das mulheres entre 15 e 60 anos. Mas muitas pessoas são portadoras sem apresentar sintomas, apesar de continuAinda não há uma cura para o vírus, mas há controle. Após ser detectado, as células da região afetada devem ser destruídas através de processos físicos ou químicos. Um vírus que pode ficar instalado no corpo sem se manifestar, transmitido através de contato sexual e que está diretamente associado ao câncer de colo de útero. Com essas características, o Papiloma Vírus Humano (HPV) é considerado uma das principais preocupações relacionadas à saúde da mulher. Segundo a chefe do Departamento de Saúde Materna Infantil da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sílvia Bonfim Hyppólito, cerca de 30% das mulheres entre 15 e 60 anos apresentam o HPV. ''Essa é apenas a ponta do iceberg. Muita gente é portador e não sabe'', destaca. O vírus vive na pele e nas mucosas genitais tais como vulva, vagina, colo de útero, e pênis. ''Se a pessoa evita o HPV tem menos chance de desenvolver câncer de colo de útero'', destaca o ginecologista Edson Lucena. Apesar de nem todo tipo de HPV levar ao câncer, está comprovado que a maioria das mulheres que desenvolvem tumores malignos no colo do útero foram antes infectadas pelo HPV. Lucena explica que ainda não há uma cura para o vírus, mas há controle. Após ser detectado, as células da região afetada devem ser destruídas através de processos físicos ou químicos. O médico lembra que mesmo sem desenvolver sintomas, a pessoa pode estar transmitindo o HPV. ''Alguns filhos de mães com HPV podem desenvolver o vírus na laringe após o parto'', acrescenta. O presidente da Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, Fernando Aguiar, explica que há vários tipos de HPV. Apesar alguns serem mais perigosos que outros, por estarem relacionados ao câncer de colo de útero, todos exigem tratamento. O diagnóstico precoce impede que a paciente tenha complicações futuras. No entanto, a melhor forma de combater o HPV ainda é através da prevenção. (Débora Dias) SAIBA MAIS SOBRE HPV O que é - O HPV (sigla em inglês para Human Papiloma Virus) é uma família de vírus com mais de 80 tipos. Vive na pele e nas mucosas genitais tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. Trata-se de uma infecção adquirida através de contato sexual. - Nos genitais, existem duas formas de manifestação clínica: as verrugas genitais que aparecem na vagina, pênis e anus; e outra forma, que é microscópica, que aparece no pênis, vagina e colo de útero. Na vulva, ele causa a doença chamada condiloma genital. - Enquanto alguns deles causam apenas verrugas comuns no corpo, outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero. Geralmente, esta infecção não resulta em câncer. Mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino, foram antes infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7 mil mulheres morrem anualmente por esse tipo de tumor. Sintomas e diagnóstico - Na maioria das vezes, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. O vírus pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, apesar de poder ser transmitido. Pode entrar em ação em determinadas situações como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada. - A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. O mais comum é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo. - O diagnóstico de suspeita do HPV é feito através dos exames de papanicolau ou a colposcopia e o diagnóstico de certeza é feito através de biópsia da área suspeita. Existem também exames que identificam o tipo do vírus e se os mesmos são cancerígenos. Tratamento - Uma vez detectado, e se está causando lesão específica, as células do local devem ser submetidas a destruição química ou física. O procedimento deve sempre ser indicado e realizado por médico especialista. - Em seus estágios iniciais, as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, impedindo que a paciente tenha maiores complicações no futuro. - O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Deve ser feito o acompanhamento sistemático. - A melhor arma contra o HPV é a prevenção e se fazer o diagnóstico o quanto antes. Prevenção - Manter cuidados higiênicos - Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros - Usar preservativos em todas as relações sexuais - Visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção - É importante que o parceiro também procure um médico para verificar se ele está com o vírus. arem transmitindo o vírus

Exame Ginecológico



O nome correto é Papanicolaou mas por se ter tornado comum no Brasil escrever Papanicolau optamos por manter esta versão para melhor compreensão de nossos leitores.O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização. O objetivo deste artigo é responder a maioria das perguntas para que as mulheres possam entender COMO e PORQUE é realizado este exame.O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70 %, desde sua criação pelo Dr. George Papanicolaou em 1940. O sucesso do teste é porque ele pode detectar o vírus HPV e outras doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.Quem pode e deve fazer o exame ?Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente.Qual a melhor época para fazê-lo?No mínimo uma semana antes de sua menstruação. Evite duchas, cremes vaginais, e relações sexuais tres dias antes do exame.No que consiste o exame ginecológico ?O exame completo é constituído do exame das mamas (leia artigo sobre este exame) e depois o exame ginecológico. Este é constituído pelo exame externo da vulva e depois a colocação de um especulo na vagina para visualizar a vagina e o colo do útero.Também consiste no exame de toque vaginal quando o(a) médico coloca dois dedos na vagina para examinar os órgãos internos da pélvis feminina.Espéculo vaginalEspéculo vaginal descartávelUm conforto no seu exameMulheres virgens também devem ser examinadas ?Sim, existem diversas técnicas que permitem o exame de mulheres virgens. Avise o médico que você é virgem ANTES do exame.O que o médico vê lá dentro ?O exame mostra o interior da vagina e o colo do útero.Veja imagemO que é o colo do útero?Colo do útero é a parte do útero que fica dentro da vagina.(Para visualizar melhor as imagens clique em cima delas)Colo NormalColo com alteraçõesE o exame preventivo de câncer, o que é ?Este exame é a colheita de material do colo do útero o qual é mandado para um laboratório especializado em citopatologia. Também é chamado de citologia oncótica, colpocitologia, Papanicolau, e fora do Brasil é conhecido como Pap Test ou Pap Smear.Colheita do Exame de PapanicolauEste exame pode ser complementado com a Colposcopia (Leia artigo sobre este exame)Quais são os possíveis resultados ?O resultado pode ser fornecido em Classes de Papanicolau que variam de I a V ou em descrição das lesões. Estes resultados devem ser interpretados exclusivamente por seu médico. Se tiver dúvidas pergunte.Veja as células da vagina ao microscópio:NormalCandidiaseTricomonasPapiloma Virus (HPV)Gardnerella vaginalisCâncerMas este exame só serve para isto ?Não, a citologia serve para determinar outras condições de saúde de seu corpo tais como nível hormonal, e doenças da vagina e doenças do colo do útero. Por isto é importante que seja o seu médico quem interprete o exame e lhe dê medicamentos específicos para estas alterações.Mais ainda o exame ginecológico é uma excelente oportunidade para você conversar com seu médico a respeito de sua saúde e de temas como câncer de mama, menopausa, e osteoporose.O exame dói ?Não. É preciso estar relaxada. Converse com seu médico se estiver com medo.

Endometriose

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruaçãoONDE SE LOCALIZA ?Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas ( atrás do útero ), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis.Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade.Aproximadamente 20% das mulheres tem apenas dor, 60% tem dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade.Dor 20%Dor + Infertilidade 60%Infertilidade 20%A dor da endometriose pode ser cólica menstrual intensa, dor abdominal à relação sexual, dor no intestino na época das menstruações ou uma mistura destes sintomasCausas?Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a Menstruação, células do endométrio, camada interna do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen. Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7 % das mulheres tenham endometriose. Diagnóstico da EndometrioseO diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clínica, ultra-som endovaginal especializado, exame ginecológico, e marcadores, exames de laboratório. Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profundaPesquisas do Laboratório Fleury em São Paulo e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostram que o ultra-som endovaginal é o primeiro método para diagnosticar a endometriose.(1)No entanto este ultra-som não é um ultra-som endovaginal normal. Trata-se de um exame especializado que apenas poucos locais estão realizando. O ultra-som endovaginal normal não é a mesma coisa e não substitui este exame.Clique na ImagemImagem cedida pelo Dr. Manoel Orlando da C. GonçalvesUltra-som transvaginallesões no reto e sigmóide (setas amarelas) e no ligamento uterossacro esquerdo (setas vermelhas).Esta pesquisa mostra ainda que após o ultra-som endovaginal pode se realizar a Ressonância Magnética da Pélvis para o diagnóstico da endometriose profunda.Outros serviços, no Brasil, consideram que a ressonância nuclear magnética e também a eco-colonoscopia são úteis para o diagnóstico da endometriose. Todos os especialistas concordam que o exame ginecológico é a melhor maneira de diagnóstico de suspeita da endometriose e que os exames de imagem devem ser feitos de acordo com o que existe de melhor no local.A certeza, porém, só pode ser dada através do exame anatomopatológico da lesão, ou biópsia. Esta pode ser feita através de cirurgia, laparotomia, ou, preferível, laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade abdominal através de instrumentos de ótica e/ou vídeo bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome. É um procedimento cirúrgico realizado geralmente com anestesia geral.No entanto, hoje, com evidências clínicas suficientes, os médicos podem instalar tratamentos mesmo sem a laparoscopiaTratamento da EndometrioseO tratamento da endometriose, hoje, depende de uma abordagem sincera entre a paciente e o médico. Após a avaliação cuidadosa de cada caso o médico e a paciente vão resolver juntos o caminho a ser seguido.Especial atenção deve ser dada à paciente que pretende engravidar. Talvez seja necessário seu encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana mesmo antes do tratamento da endometriose.Outra principal atenção é a endometriose profunda. Sabe-se que cirurgias muito bem planejadas reduzem significativamente a dor nestes casos mas estas cirurgias só são feitas em centros especializados.Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos.As principais metas do tratamento são:Aliviar ou reduzir a dor.Diminuir o tamanho dos implantes.Reverter ou limitar a progressão da doença.Preservar ou restaurar a fertilidade.Evitar ou adiar a recorrência da doença.O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta freqüência, ou bisturi elétrico. A decisão cirúrgica é importante. A maior parte dos sucessos terapêuticos ocorrem após uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas pois aumentam a chance de aderências peritoneais tão prejudiciais como a própria doença.O tratamento clínico de formas brandas em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito com anticoncepcionais orais ou injetáveis. Há um certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada já que a doença pode ser evolutiva. Leia também: Benefícios e usos terapêuticos da pílula anticoncepcionalEm mulheres que pretendem engravidar o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal ou tratamento hormonal e depois cirurgia. No entanto, trabalhos atuais, mostram que em mulheres com endometriose e que não conseguem engravidar a melhor alternativa é a Fertilização in vitro e que a presença de endometriose não afeta as taxas de gravidez quando este método é escolhido. (2)Varias drogas tem sido usadas Danazol, Lupron, Synarel, Zoladex, Depo-Provera, e Neo-Decapeptil.Trabalhos recentes da UNICAMP mostram uma melhora dos sintomas com o Endoceptivo - Mirena ® (3)O mais importante no tratamento da endometriose é o planejamento das ações terapêuticas em comum acordo com o planejamento da gravidez pelo casal.Em abril de 2005 foi editado o ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis pela European Society of Human Reproduction and Embryology. O resumo deste artigo pode ser obtido em ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosisEm casos muito severos a gravidez só será possível através de técnicas de fertilização assistida e inseminação artificial.